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Aos 57 anos, Conceição do Jacuípe ganha novo livro sobre sua história

O trabalho, elaborado por professoras e alunos do Colégio Estadual Domingos Barros de Azevedo, conta a história de Berimbau.
Nesta segunda-feira (10), uma equipe formada por professoras e alunos do Colégio Estadual Domingos Barros de Azevedo lançou, na Câmara Municipal de Conceição do Jacuípe, o livro “Como esse Berimbau começou a tocar”, contando a história da cidade, que, embora tenha completado 57 anos em outubro, quase não possui registros historiográficos.

A publicação é fruto de um projeto pedagógico da instituição, intitulado “Berimbau, meu pedacinho de Brasil”, que surgiu após a a aplicação de questionários, em que os alunos do 6º ano se diziam insatisfeitos por morar na cidade e que não tinham nada para fazer, transparecendo, de certa forma, que não conheciam tão bem, nem se sentiam pertencentes ao município.

Segundo a professora Arali Ferreira de Aquino Oliveira, a iniciativa começou em 2017, quando cada professor ficou responsável por orientar as turmas a pesquisarem e estudarem diversos aspectos da cidade, como os nomes das ruas, as feiras e as festas; e, como resultado, os alunos deveriam apresentar o conteúdo aprendido.

No entanto, a partir da curiosidade de uma das orientadoras do trabalho, Elizabeth de Jesus Silva, que é de Feira de Santana, o  que era apenas uma mostra didática tornou-se livro. Elizabeth ficou intrigada com o fato de que boa parte das ruas do município são conhecidas, principalmente, por seus apelidos, e resolveu criar o livro “Tem nome esquisito minha rua”, que traz o nome oficial de algumas ruas de Conceição do Jacuípe, conhecidas como “Rua do Mela Rego” e “Quilo do Sal”, por exemplo, e o porquê desses apelidos.

Agora em 2018, todo o Colégio resolveu se envolver com a proposta e lançar, desta vez, um segundo livro, contando a história da cidade em suas variadas nuances: desde os motivos que a tornaram popularmente conhecida por Berimbau, até fatos curiosos de sua história (das capitanias hereditárias aos dias atuais), além de aspectos socioeconômicos e geopolíticos. A professora Arali Oliveira relembra que se acreditava, até pouco tempo, que o município fazia parte do Recôncavo Baiano quando, na verdade, faz parte do Portal do Sertão e por isso sua ligação com Feira de Santana.

A professora Maria Paula Batista de Souza, também entrevistada pela equipe do Panorama Geral 1, conta que, durante a realização do projeto, precisaram pesquisar sobre a cidade junto aos moradores antigos, através de entrevistas; ir até Santo Amaro buscar mais informações, considerando que Berimbau já pertenceu a este município, e também ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Salvador, a fim de confrontar o que se ouvia com dados oficiais. Ela ressalta que o livro apresenta a história de forma lúdica e atraente, para que seja lido por crianças, adolescentes e até mesmo adultos e destaca a importância de se resgatar a narrativa conjacuipense, deixando um registro para as futuras gerações.

Segundo Maria Paula, a Secretaria Municipal de Educação de Conceição do Jacuípe auxiliou na divulgação do livro e, de acordo com alguns contatos do órgão, já se estuda a possibilidade de trabalhá-lo nas escolas da rede municipal no próximo ano.

Apesar da importância da iniciativa, as professoras à frente do projeto encontraram dificuldades financeiras para sua realização e tiveram que realizar, desde o início do ano, em paralelo às atividades pedagógicas, feiras; bingos; balaios juninos; sorteio de cestas de Natal; buscar apoio junto ao comércio e instituições da cidade, mesmo com algumas resistências; além da venda antecipada de exemplares.

Os livros estão à venda a preços acessíveis, no Colégio Estadual Domingos Barros de Azevedo e também podem ser adquiridos com as próprias orientadoras do projeto, no valor de R$ 25,00.

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