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Ameaças a Jean Wyllys vão de assassinatos a sequestro da mãe

Nos últimos dois anos, o deputado federal Jean Wyllys viveu uma rotina semanal regada a ameaças de mortes.


Entre as mensagens anônimas encaminhadas a ele frases como “vou te matar com explosivos”, “já pensou em ver seus familiares estuprados e sem cabeça?”, “vou quebrar seu pescoço” e “aquelas câmeras de seguranças que você colocou não faz diferença”.


As mensagens foram disparadas pelas redes sociais, e-mail e até mesmo pelo telefone do gabinete do deputado em Brasília e seu e-mail pessoal. Os textos levaram a Polícia Federal a abrir cinco investigações, além de obrigar Jean Wyllys a andar com escolta policial desde março do ano passado.


Para onde fosse, três agentes  o acompanhavam. Ele também só transitava com o suporte de dois carros blindados.


De acordo com informações do O Globo, que teve acesso nesta sexta-feira (25) ao conteúdo, foram dezenas de ameaças ao deputado federal, com declarações de ódio e de preconceito. Tudo isso fez com que Wyllys desistisse de assumir seu terceiro mandato. Ele foi eleito no último pleito com pouco mais de 24 mil votos.


Desde março, após o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), o deputado federal pouco saía de casa e limitava sua vida a compromissos de trabalho.


O endereço onde morava, no Rio de Janeiro, era tratado como um segredo e compartilhado apenas com poucos amigos e familiares mais próximos. Segundo assessores, a campanha para se reeleger em 2018 foi feita basicamente via redes sociais, sem agendas de Wyllys na rua.

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